Quero aqui compartilhar o ideário da construção de novos Homens, libertos da incapacidade de opinar segundo seus próprios anseios e com a clareza de que há um caminho no qual o amor e a verdade possam guiar nossas vidas na busca da felicidade. “Barba non facit philosophum”provérbio Latino
sexta-feira, novembro 13, 2009
Só por hoje, talvez.
Talvez a espera de um milagre
O auge do desespero ou a insanidade sensata
O hoje o agora ou o sempre
Todos juntos em mesmo sentimento
As palavras se derramam na angustia do ser
O descontrole tão habitual da sociedade vem à garganta como ácido
São três e dezoito e o sono já se foi
O cansaço não atormenta meu raciocino
O colapso do mundo que vivo é só o único mundo que há
A alegria que encharca minha alma não somente é a sensação de dever cumprido
Pois justamente saber que ainda há muito por se fazer
Fico em paz e tranqüilo.
Cássio Ubirajara
segunda-feira, junho 29, 2009
Até quando vamos ficar vendo navios?
Essa “nova” ótica de gestão está enterrada na cova do clã Magalhães, na Bahia. Hoje temos um estado forte, que tem como foco a aceleração do crescimento para alavancar o desenvolvimento tão travado na época do Estado Fiscalizador (enxuto, travado e corrupto). A luta para que ocorra a transformação completa do Estado está em todas as esferas de poder, inclusive no poder não oficialmente constituído da imprensa, chega a ser ridículas as comparações e as tentativas de destruição da legitimidade do voto quando fazem coro as criticas de modelos ultrapassados de gestão, atacando as intuições e assim minando os pilares do Estado democrático de direito.
Hoje, o governo Lula está transformando não só o País, mas também está mostrando uma alternativa com base em investimentos estatais no setor produtivo, também está executando obras de sustentabilidade na infra-estrutura de todo o Brasil, inclusive dentro do próprio Estado deixando-o forte para prosseguir executando obras e políticas públicas da forma correta, como dever do Estado e não como caridade de gestão.
Povo de Itajaí o investimento na educação reduz os gastos na segurança, o investimento sustentável de infra-estrutura preserva o meio-ambiente e traz lucros para indústria e para o comércio. O poder público é coisa séria e não deve ser tratado como cabo de guerra, quase 80% da arrecadação do município vem direta ou indiretamente do Porto de Itajaí. Já passou da hora do Governo Belini mostrar que veio governar Itajaí e que entende de administrar a máquina pública, vamos tocar as obras necessárias, pelo menos para reconstrução antes que seja tarde demais, já é hora de Itajaí voltar a sorrir!
Cássio Ubirajara
segunda-feira, junho 08, 2009
De Volta a ativa
Coisas foram feitas, dias se passaram, o importante realmente é não desistir, devagar e sempre.
Então, agora as atualizações serão feitas nos dias ímpares. Contos, crônicas, artigos, reflexões, poemas e diálogos.
Não esqueçam dias pares.
Um abraço e até a vitória...
sexta-feira, maio 01, 2009
Onde devemos estar?
Há muito era fácil definir o lado que alguém estava, um para elite e o outro para o povo. Não é de hoje, da época de FHC, do período da ditadura, do tempo de nos disseram que fomos descobertos, nem tão pouco da idade média com sua “Santa Inquisição”, essa história de que lado você samba vem de antes mesmo de Moisés quando matou um egípcio em defesa de um hebreu (Êx 2 11-25), ele escolheu seu lado e o defendeu. Isso tudo é só para ilustrar que por mais que o lobo se faça de ovelha, será somente um lobo esperto esperando o pastor dormir para atacar.
Assim, nos dias de hoje temos que ter o discernimento para saber onde vamos e com quem estamos. Conquistamos, depois de muito sangue o poder de usarmos a saliva, agora nos encontramos no mais alto cargo do poder que através do embate foi concebido, mas isso não é tudo e a luta não acabou.
A República e os Estado Democrático de Direito, foram conquistas e temos que respeita-las, temos sim o dever de quem luta pelo inclusão, quem luta pela verdade, por justiça e pela humanidade... o dever de lutar pelo povo e pela igualdade. Aí meu companheiro, não da para vacilar. A aliança com o outro lado só é permitida quando for unir força em nosso objetivo, que seja pontual e tática, o dever de lutar pelas forças produtivas do País é nosso, pois essa força é o trabalho do povo, não o lucro, não a concentração da renda. A principal tarefa do militante é pressionar e se utilizar do Estado para que os mecanismos de produção possam cada vez mais servirem para distribuir renda para seus reais produtores.
Enfatizar o trabalho não significa somente descolarmos do história a cultura, mas sim transformar a visão de cultura e mostrar que o mesmo sentimento de humanidade do tralhador portuário é o do músico, do poeta, do padeiro, do atleta, do comerciário... todos são humanos e de sua certa forma contribuem para o crescimento da sua aldeia. Entendermos o que limita essa aldeia e como poderemos contribuir para seu desenvolvimento sustentável é o que temos que buscar.
Mobilizar a sociedade civil é imprescindível nesta altura da disputa, os gabinetes institucionais têm que servir de instrumentos de luta para que possamos viver em um mundo melhor...
Até a vitória...
Cássio Ubirajara
01/05/09
segunda-feira, abril 27, 2009
Acredito que ainda não está claro para as pessoas o Real interesse que se esconde sob o caos.
Mas a luta não é só de uma pessoa e não se finda em um governo, têm parlamentares comprometidos com o povo, com a sua história, que não devem cair na vala comum que interesseiros criam pra continuar desqualificando os políticos em geral, para poder dominar pelo medo e pelo caos. Quem é que disse que estudar no Colégio Henrique da Silva Fontes, cursar o científico no Colégio Salesiano de Itajaí, ter a licenciatura em Ciências Sociais na FEPEVI e se formar Bacharel em Direito pela UNIVALI não faz do cara itajaiense? Quem fala não conhece nem a história de Itajaí e nem a luta do parlamentar pelo povo de Itajaí.
Temos que observar o velho e o novo como parte do todo, sob a Luz da razão Divina, obter a clareza do que significa o "sucesso" do modelo privado de administração portuária e como acabamos ficando reféns das velhas oligarquias novamente. Instaladas em todo o estado (imbituba e são francisco) sob o codinome de Libra , utilizam o Porto Público de Itajaí para como um bom português diria "matar dois coelhos com uma cajadada só", o primeiro enrolar o trabalhador portuário com falsas promessas e por dentro tentando destruir qualquer esperança de solução para dar mais um passo em seu objetivo ("Vamos nos livrar dessa raça por uns 30 anos"), o segundo é forçar os Armadores a buscar seus portos privados firmando contratos de dois ou mais anos deixando Itajaí na miséria. Temos que erguer as cabeças e reconstruir Itajaí para todos. Até a vitória...
Cássio Ubirajara
27/04/09
quarta-feira, abril 22, 2009
Viva os 509 anos do achamento dessa preciosidade que se chama Brasil!!!
“A guerra é um dos assuntos mais importantes do Estado. É o campo onde a vida e a morte são determinadas. É o caminho da sobrevivência ou da desgraça de um Estado. Assim, o Estado deve examinar com muita atenção este assunto antes de buscar a guerra.”
Sun Tzu
Esse é o retrato de tempos passados, o início de um tratado sobre a guerra do Mestre Sun Tzu escrito no século IV a.C., caminho muito utilizado por conquistadores e exploradores para estender seus impérios. Claro que até hoje se faz uso dos treze capítulos que Sun Tzu escreveu, interpretado de várias formas diferentes, ainda mais atual que nunca, podemos interpretar movimentos de grandes lideranças políticas como se fossem os generais que Sun Tzu cita e as movimentações partidárias como os exércitos em guerra, por fim em uma má compreensão do Estado de direito constituído no Brasil caciques locais de siglas partidárias tratam seus correligionários como seu exército, sua cidade como campo de batalha e os eleitores ainda são tratados como os índios da época do descobrimento.
Também é certo afirmar que nem tudo é dia ou noite, ainda há manhã, tarde e madrugada, então não podemos crucificar nem os Partidos e nem nossos representantes por um pensamento ainda medieval de algumas figuras que não se tocarão que a revolução francesa já passou há muito, que o mundo mudou e as pessoas mudaram, mesmo que se insista a se educar nas escolas o absurdo de um País com cerca de 1,1 milhões de pessoas tenha descoberto outro com mais de 5 milhões de pessoas.
Graças a mudança de ótica na gestão do Estado Brasileiro podemos enxergar que não somos colônia e que podemos ser um Brasil soberano, uma república livre, que foi achada pelos portugueses à 509 anos e desde do fim do século XVII já luta pela sua independência, uma história construída com idéias e sangue. Ainda há muito que avançar, mas estamos em um grande momento, onde a superação do velho está dada e o novo vêm com toda precisão necessária para construção de um Brasil de todos.
Viva os 509 anos do achamento dessa preciosidade que se chama Brasil!!!
A Flor da Pele
Da carne o suor
Do sexo o gozo
Do podre a catinga
Do frasco o perfume
Do sangue o rubro
Do espaço o vazio
Do amor o carinho
Do choro a lágrima
Da mulher Vênus
Da piada o riso
Do frio o bater do queixo
Do assalto o desespero
Do sádico a dor
Do sono o sonho
Da satisfação a alegria
Do cair o bater no chão
Sem medo
Só seguindo
Cássio Ubirajara
terça-feira, abril 21, 2009
Em Busca
ainda podia ver aquela névoa escondendo as ondas
é inverno
tá frio pra caramba
os pés descalços fazem eu sentir como se pisasse em gelo
com os calcanhares em pontas de lanças
sinto aquele cheiro maravilhoso da relva
uma maresia densa pela vazão da maré
vou aos pulinhos pra ativar a circulação até o balanço
faço duas séries de cinco barras
corro até onde a água já molha
ali vejo aquele verde que me pega em transe
neste momento é a minha humilde forma de rezar
ali, naquele momento único de cada dia
observo toda a maravilhosa obra arquitetônica que Ele nos deu
vivemos para contemplar a vida
e entro em transe nas águas verdes e geladas
como se fosse a minha simples formar de me integrar com toda aquela harmonia
ali, não como um pedreiro
ali, como parte dela
pois de todas as maravilhas do mundo
o Homem é a mais bela e intrigante de todas.
Deitado rente a parede não penso em brigar com ela
mas sim e brincar de tirolesa morro abaixo
e tenho a quarta melhor sensação da minha vida
quando ouço o mar em rápido movimento circular em torno de mim
o céu começa a esverdear e um jato d'água me joga pra frente
quando levanto os pés dobrando os joelhos para que a água me empurre
estou realizado por mais um dia de contemplação.
Sei quem tudo vê têm uma construção
sem o pedreiro-chefe
só esperando
eu ficar pronto para assumir a tarefa.
Cássio Ubirajara
segunda-feira, abril 20, 2009
Ensaios sobre o Homem I
O meu objetivo não é de se prender as estruturas acadêmicas para que acadêmicos compreendam aquilo que já deveriam compreender, assim meu objetivo passa a ser o cidadão comum, aquele que vai e vem quase despercebido, alguém da multidão que talvez nem perceba a prisão do cotidiano. Por fim, quero aqui compartilhar o ideário da construção de novos Homens, libertos da incapacidade de opinar segundo seus próprios anseios e com a clareza de que há um caminho no qual o amor e a verdade possam guiar nossas vidas na busca da felicidade.
“Barba non facit philosophum”provérbio Latino
Ao tratar da história do mundo, tratamos da história do homem, essa história não se da apenas pelo registro do tempo, mas sim o registro do tempo se forma na relação do trabalho. A transformação da relação do trabalho é o que chamamos de marco histórico. Quando olhamos de dentro para fora, percebemos um caminho traçado pelas oportunidades que nos cercam, as várias opções criadas por nossas atitudes. Quando olhamos de fora para dentro, conhecemos o tamanho do nosso poder e o quanto realmente podemos influenciar a história. Nós enquanto indivíduos temos nossa própria história, que acaba influenciando na história do Homem, ou como vanguarda protagonizante ou como gado na pastagem.
O Homem quando conhecedor do caminho e perspicaz na busca de seu objetivo é considerado sábio. Pois, sabe cuidadosamente o tempo certo de mover-se, com paciência e sob a luz da razão divina. O Homem sábio protagoniza seu tempo e salta da sua própria história para ser agente na história do Homem.
O salto do Homem para protagonizar a sua própria vida passa necessariamente pela libertação do julgo da ignorância e do medo de fracassar em seus objetivos, isso se faz acontecer naturalmente com a valorização de si e com a compreensão que toda a humanidade está na mesma luta. Compreender que o bom e o mau, o certo e o errado são escolhas do Homem, que devem ser tomadas de dentro para fora, na luz da sabedoria interior, é só um passo em direção da libertação. E é claro que sem a construção do dia-a-dia, quer dizer, com o exercício diário da educação altruísta essa libertação nunca se completará.
sábado, abril 18, 2009
Sem Título IV
A dor da falta não me inquieta
Sem tu ao meu lado fico só
O mundo perde a razão
Minha razão acaba sem propósito
Fico somente esperando teu retorno
Estou só e minha dor me mantém estático
Minha vontade é viver ao teu lado
Poder te acariciar o rosto enquanto aguardas o sono
Velar teu sono em meus braços
Falar do teu sorriso para as arvores do jardim
Cantar meu amor para a lua que nos ilumina
Queria poder estar sempre ao teu lado
Pra que cada vez mais traga paz em nossos corações
Hoje me sinto mais vivo
Com um propósito claro
Uma vida ao teu lado
Educar nossos filhos
Transformando as nossas vidas
Vamos mudar nosso mundo
Vamos viver como os teus pingüins
Como nosso desejo
Sem olhar pra traz
Alheio do ontem
Quero estar contigo
Sem prazo de validade
Tu pra mim como eu pra ti
Sem olhar pra traz
Daqui pra frente
Nem sei ao certo o porquê
Mas cada dia percebo mais e mais
És bela, és linda, és menina, és mulher.
És minha e eu sou teu
Doce e meigo olhar
Minha peequena
Simplesmente Plena
Assim fico acordado
Meio que angustiado
As mãos suadas mostram teu desejo
Tens-me nas mãos
Sinto o mesmo desejo que não consegues esconder
Ah Lorival como poderias imaginar
O amor da peça me encantou
Tomou-me nas mãos
Aguardou o momento de beber água
Ah pequena
És bela e linda
Plena como arte
Nunca o teatro se mostrou tão mágico
Emoção a flor da pele
O medo juvenil
A vontade de acertar
Venceu o medo de errar
Errar por não ter pegado a tua mão
Ah pequena
És linda e bela
Pura vontade.