sexta-feira, novembro 13, 2009

Só por hoje, talvez.

Não sei se é a noite
Talvez a espera de um milagre
O auge do desespero ou a insanidade sensata
O hoje o agora ou o sempre
Todos juntos em mesmo sentimento
As palavras se derramam na angustia do ser
O descontrole tão habitual da sociedade vem à garganta como ácido
São três e dezoito e o sono já se foi
O cansaço não atormenta meu raciocino
O colapso do mundo que vivo é só o único mundo que há
A alegria que encharca minha alma não somente é a sensação de dever cumprido
Pois justamente saber que ainda há muito por se fazer
Fico em paz e tranqüilo.


Cássio Ubirajara