segunda-feira, abril 27, 2009

Acredito que ainda não está claro para as pessoas o Real interesse que se esconde sob o caos.

Velhos costumes estão enraizados na cultura dos povos... ...onde há fartura como enganar com migalhas? Essa era a grande questão dada a todos os que dominavam através da miséria do povo, o sertão do País viveu durante 500 anos a dominação do mais fraco pela fome. Isso concentrava o poder na mão de poucos, como se fosse natural ou desejo divino, essa exploração continuava até que com muita luta e muito sangue foi possível fazer com que um pobre do interior pernambucano que havia migrado com a família para o Estado de São Paulo chegasse a se tornar Presidente da República. Filho de um estivador portuário e metalúrgico do ABC Paulista sabe bem oque é a falta de oportunidade e por isso trouxe ao Brasil algo que nunca tinha ocorrido antes... o sertanejo pode agora abrir a torneira e ter água, apertar um botão e ter luz, todo mês que a lavoura não rendeu ele tem o cartão cidadão para tirar seu sustento no banco... são inúmeros os relatos da mudança da qualidade de vida do povo brasileiro, não dá nem para comparar, com os 500 anos todos somados, aos avanços que o Brasil tem hoje.
Mas a luta não é só de uma pessoa e não se finda em um governo, têm parlamentares comprometidos com o povo, com a sua história, que não devem cair na vala comum que interesseiros criam pra continuar desqualificando os políticos em geral, para poder dominar pelo medo e pelo caos. Quem é que disse que estudar no Colégio Henrique da Silva Fontes, cursar o científico no Colégio Salesiano de Itajaí, ter a licenciatura em Ciências Sociais na FEPEVI e se formar Bacharel em Direito pela UNIVALI não faz do cara itajaiense? Quem fala não conhece nem a história de Itajaí e nem a luta do parlamentar pelo povo de Itajaí.
Temos que observar o velho e o novo como parte do todo, sob a Luz da razão Divina, obter a clareza do que significa o "sucesso" do modelo privado de administração portuária e como acabamos ficando reféns das velhas oligarquias novamente. Instaladas em todo o estado (imbituba e são francisco) sob o codinome de Libra , utilizam o Porto Público de Itajaí para como um bom português diria "matar dois coelhos com uma cajadada só", o primeiro enrolar o trabalhador portuário com falsas promessas e por dentro tentando destruir qualquer esperança de solução para dar mais um passo em seu objetivo ("Vamos nos livrar dessa raça por uns 30 anos"), o segundo é forçar os Armadores a buscar seus portos privados firmando contratos de dois ou mais anos deixando Itajaí na miséria. Temos que erguer as cabeças e reconstruir Itajaí para todos. Até a vitória...



Cássio Ubirajara

27/04/09

quarta-feira, abril 22, 2009

Viva os 509 anos do achamento dessa preciosidade que se chama Brasil!!!

A guerra é um dos assuntos mais importantes do Estado. É o campo onde a vida e a morte são determinadas. É o caminho da sobrevivência ou da desgraça de um Estado. Assim, o Estado deve examinar com muita atenção este assunto antes de buscar a guerra.”

Sun Tzu


Esse é o retrato de tempos passados, o início de um tratado sobre a guerra do Mestre Sun Tzu escrito no século IV a.C., caminho muito utilizado por conquistadores e exploradores para estender seus impérios. Claro que até hoje se faz uso dos treze capítulos que Sun Tzu escreveu, interpretado de várias formas diferentes, ainda mais atual que nunca, podemos interpretar movimentos de grandes lideranças políticas como se fossem os generais que Sun Tzu cita e as movimentações partidárias como os exércitos em guerra, por fim em uma má compreensão do Estado de direito constituído no Brasil caciques locais de siglas partidárias tratam seus correligionários como seu exército, sua cidade como campo de batalha e os eleitores ainda são tratados como os índios da época do descobrimento.

Também é certo afirmar que nem tudo é dia ou noite, ainda há manhã, tarde e madrugada, então não podemos crucificar nem os Partidos e nem nossos representantes por um pensamento ainda medieval de algumas figuras que não se tocarão que a revolução francesa já passou há muito, que o mundo mudou e as pessoas mudaram, mesmo que se insista a se educar nas escolas o absurdo de um País com cerca de 1,1 milhões de pessoas tenha descoberto outro com mais de 5 milhões de pessoas.

Graças a mudança de ótica na gestão do Estado Brasileiro podemos enxergar que não somos colônia e que podemos ser um Brasil soberano, uma república livre, que foi achada pelos portugueses à 509 anos e desde do fim do século XVII já luta pela sua independência, uma história construída com idéias e sangue. Ainda há muito que avançar, mas estamos em um grande momento, onde a superação do velho está dada e o novo vêm com toda precisão necessária para construção de um Brasil de todos.

Viva os 509 anos do achamento dessa preciosidade que se chama Brasil!!!

A Flor da Pele

Da carne o suor

Do sexo o gozo

Do podre a catinga

Do frasco o perfume

Do sangue o rubro

Do espaço o vazio

Do amor o carinho

Do choro a lágrima

Da mulher Vênus

Da piada o riso

Do frio o bater do queixo

Do assalto o desespero

Do sádico a dor

Do sono o sonho

Da satisfação a alegria

Do cair o bater no chão

Sem medo

Só seguindo


Cássio Ubirajara

terça-feira, abril 21, 2009

Em Busca

Cheguei na hora mais fria do dia
ainda podia ver aquela névoa escondendo as ondas
é inverno
tá frio pra caramba
os pés descalços fazem eu sentir como se pisasse em gelo
com os calcanhares em pontas de lanças
sinto aquele cheiro maravilhoso da relva
uma maresia densa pela vazão da maré
vou aos pulinhos pra ativar a circulação até o balanço
faço duas séries de cinco barras
corro até onde a água já molha
ali vejo aquele verde que me pega em transe
neste momento é a minha humilde forma de rezar
ali, naquele momento único de cada dia
observo toda a maravilhosa obra arquitetônica que Ele nos deu
vivemos para contemplar a vida
e entro em transe nas águas verdes e geladas
como se fosse a minha simples formar de me integrar com toda aquela harmonia

ali, não como um pedreiro
ali, como parte dela
pois de todas as maravilhas do mundo
o Homem é a mais bela e intrigante de todas.
Deitado rente a parede não penso em brigar com ela
mas sim e brincar de tirolesa morro abaixo
e tenho a quarta melhor sensação da minha vida
quando ouço o mar em rápido movimento circular em torno de mim
o céu começa a esverdear e um jato d'água me joga pra frente
quando levanto os pés dobrando os joelhos para que a água me empurre
estou realizado por mais um dia de contemplação.
Sei quem tudo vê têm uma construção
sem o pedreiro-chefe
só esperando
eu ficar pronto para assumir a tarefa.

Cássio Ubirajara

segunda-feira, abril 20, 2009

Ensaios sobre o Homem I

O meu objetivo não é de se prender as estruturas acadêmicas para que acadêmicos compreendam aquilo que já deveriam compreender, assim meu objetivo passa a ser o cidadão comum, aquele que vai e vem quase despercebido, alguém da multidão que talvez nem perceba a prisão do cotidiano. Por fim, quero aqui compartilhar o ideário da construção de novos Homens, libertos da incapacidade de opinar segundo seus próprios anseios e com a clareza de que há um caminho no qual o amor e a verdade possam guiar nossas vidas na busca da felicidade.

Barba non facit philosophum”provérbio Latino

Ao tratar da história do mundo, tratamos da história do homem, essa história não se da apenas pelo registro do tempo, mas sim o registro do tempo se forma na relação do trabalho. A transformação da relação do trabalho é o que chamamos de marco histórico. Quando olhamos de dentro para fora, percebemos um caminho traçado pelas oportunidades que nos cercam, as várias opções criadas por nossas atitudes. Quando olhamos de fora para dentro, conhecemos o tamanho do nosso poder e o quanto realmente podemos influenciar a história. Nós enquanto indivíduos temos nossa própria história, que acaba influenciando na história do Homem, ou como vanguarda protagonizante ou como gado na pastagem.

O Homem quando conhecedor do caminho e perspicaz na busca de seu objetivo é considerado sábio. Pois, sabe cuidadosamente o tempo certo de mover-se, com paciência e sob a luz da razão divina. O Homem sábio protagoniza seu tempo e salta da sua própria história para ser agente na história do Homem.

O salto do Homem para protagonizar a sua própria vida passa necessariamente pela libertação do julgo da ignorância e do medo de fracassar em seus objetivos, isso se faz acontecer naturalmente com a valorização de si e com a compreensão que toda a humanidade está na mesma luta. Compreender que o bom e o mau, o certo e o errado são escolhas do Homem, que devem ser tomadas de dentro para fora, na luz da sabedoria interior, é só um passo em direção da libertação. E é claro que sem a construção do dia-a-dia, quer dizer, com o exercício diário da educação altruísta essa libertação nunca se completará.

sábado, abril 18, 2009

Sem Título IV

A dor da falta não me inquieta

Sem tu ao meu lado fico só

O mundo perde a razão

Minha razão acaba sem propósito

Fico somente esperando teu retorno

Estou só e minha dor me mantém estático

Minha vontade é viver ao teu lado

Poder te acariciar o rosto enquanto aguardas o sono

Velar teu sono em meus braços

Falar do teu sorriso para as arvores do jardim

Cantar meu amor para a lua que nos ilumina

Queria poder estar sempre ao teu lado

Pra que cada vez mais traga paz em nossos corações

Hoje me sinto mais vivo

Com um propósito claro

Uma vida ao teu lado

Educar nossos filhos

Transformando as nossas vidas

Vamos mudar nosso mundo

Vamos viver como os teus pingüins

Como nosso desejo

Sem olhar pra traz

Alheio do ontem

Quero estar contigo

Sem prazo de validade

Tu pra mim como eu pra ti

Sem olhar pra traz

Daqui pra frente

Nem sei ao certo o porquê

Mas cada dia percebo mais e mais

És bela, és linda, és menina, és mulher.

És minha e eu sou teu

Doce e meigo olhar

Minha peequena

Simplesmente Plena

Assim fico acordado

Meio que angustiado

As mãos suadas mostram teu desejo

Tens-me nas mãos

Sinto o mesmo desejo que não consegues esconder

Ah Lorival como poderias imaginar

O amor da peça me encantou

Tomou-me nas mãos

Aguardou o momento de beber água

Ah pequena

És bela e linda

Plena como arte

Nunca o teatro se mostrou tão mágico

Emoção a flor da pele

O medo juvenil

A vontade de acertar

Venceu o medo de errar

Errar por não ter pegado a tua mão

Ah pequena

És linda e bela

Pura vontade.