sexta-feira, maio 01, 2009

Onde devemos estar?

Há muito era fácil definir o lado que alguém estava, um para elite e o outro para o povo. Não é de hoje, da época de FHC, do período da ditadura, do tempo de nos disseram que fomos descobertos, nem tão pouco da idade média com sua “Santa Inquisição”, essa história de que lado você samba vem de antes mesmo de Moisés quando matou um egípcio em defesa de um hebreu (Êx 2 11-25), ele escolheu seu lado e o defendeu. Isso tudo é só para ilustrar que por mais que o lobo se faça de ovelha, será somente um lobo esperto esperando o pastor dormir para atacar.

Assim, nos dias de hoje temos que ter o discernimento para saber onde vamos e com quem estamos. Conquistamos, depois de muito sangue o poder de usarmos a saliva, agora nos encontramos no mais alto cargo do poder que através do embate foi concebido, mas isso não é tudo e a luta não acabou.

A República e os Estado Democrático de Direito, foram conquistas e temos que respeita-las, temos sim o dever de quem luta pelo inclusão, quem luta pela verdade, por justiça e pela humanidade... o dever de lutar pelo povo e pela igualdade. Aí meu companheiro, não da para vacilar. A aliança com o outro lado só é permitida quando for unir força em nosso objetivo, que seja pontual e tática, o dever de lutar pelas forças produtivas do País é nosso, pois essa força é o trabalho do povo, não o lucro, não a concentração da renda. A principal tarefa do militante é pressionar e se utilizar do Estado para que os mecanismos de produção possam cada vez mais servirem para distribuir renda para seus reais produtores.

Enfatizar o trabalho não significa somente descolarmos do história a cultura, mas sim transformar a visão de cultura e mostrar que o mesmo sentimento de humanidade do tralhador portuário é o do músico, do poeta, do padeiro, do atleta, do comerciário... todos são humanos e de sua certa forma contribuem para o crescimento da sua aldeia. Entendermos o que limita essa aldeia e como poderemos contribuir para seu desenvolvimento sustentável é o que temos que buscar.

Mobilizar a sociedade civil é imprescindível nesta altura da disputa, os gabinetes institucionais têm que servir de instrumentos de luta para que possamos viver em um mundo melhor...

Até a vitória...

Cássio Ubirajara

01/05/09

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