terça-feira, maio 25, 2010

Atração

Esse olhar ressabiado
Cheiro que não se iguala
Mais suculento que uma bela uva
Mais atraente que deitar sobre um campo de morangos

Esse cheiro que não se iguala
Olhar penetrante como os raios do Astro maior
Traz a paz que meu coração busca
Tranqüiliza minha mente e relaxa meu corpo

Teu sono
Tua alma
Teu suor
Tua pele
Teu cheiro
Tua beleza
Teu sorriso

Em toda tua plenitude deixo meu suor
Entrego a ti meu amor
Respiro tua alma
Em teus braços me vejo o mais belo
Nos meus braços te sinto mais forte
Sob tuas unhas
És bela e minha!

Sem saber

Sem saber do amanhã vou vivendo
Vou sonhando com um futuro livre de verdade
Cobertores de lã de carneiro não me aquecem mais
Travesseiros de penas não tranqüilizam mais meu sono
Não não não não

Macacos sem rabo
Mulas sem cascos
Toupeiras sem unhas

Corruptos querem me comprar
Não sou mercadoria
Sem eu nós não somos
Sem tu nós nos fazemos com eles
Quero ser livre

Livre?

Liberdade alvedrio livre-arbítrio
Liberdade responsabilidade respeito com o outro
Sem igualdade de possibilidades não há liberdade

Macacos sem rabo
Mulas sem cascos
Toupeiras sem unhas

Como podemos nos calar
Cássio Ubirajara

sexta-feira, maio 07, 2010

A luta continua.

Companheiros e companheiras, queridos amigos da luta pela construção de uma sociedade mais justa e de paz. Neste dia que comemoramos como dia do trabalhador, paramos para refletir um pouco mais sobre a atual luta de classes e qual o papel que devemos cumprir neste momento tão ímpar na história do Brasil. Momento que coloca o Brasil como protagonista da nova ordem mundial, na luta para combater as desigualdades agora somos todos companheiros. Esse modelo vencido sucumbiu ao seu próprio destino. A superação do produto humanitário sobre os papeis do mercado veio demonstrar que a lógica do antigo modelo estava equivocada. Onde os governos tiveram a visão de que o desenvolvimento e o aumento da produção estão diretamente relacionados à qualidade de vida, distribuição de renda, acesso a educação de qualidade para todos, investimento estatal na infra-estrutura e o controle do mercado externo conseguiram dar o novo tom para saída da crise global.
Hoje temos o Brasil como protagonista de um novo mundo, não um novo mundo a explorar e sim um novo mundo a disseminar as práticas de Estado no combate à fome e erradicação da pobreza com inclusão social trazendo para o mercado de trabalho uma camada importante da população que o próprio mercado excluiu e acabou sofrendo por isso durante muitos anos, até hoje ainda sofremos pela má gestão do Estado deixando a margem da sociedade uma parcela significativa da sociedade. Quase 80% da população carcerária têm de 18 a 29 anos. Isto significa que estas pessoas deixam seu potencial produtivo e de liderança fora do mercado de trabalho e nas mãos do crime organizado, cada vez mais inchando as estáticas de gastos do Estado com segurança pública. O Brasil que temos hoje é o Brasil da esperança, da copa do mundo, das olimpíadas, da Petrobras, do luz para todos, do minha casa minha vida, da inclusão, do ensino tecnológico, do PROUNI, das universidades públicas e de qualidade, também é o Brasil que deixou de ser capacho e mostrou que é soberano.
O Brasil que produz está cada vez maior, aumentando não só o seu produto interno, mas também, sua capacidade técnica produtiva. É claro que temos muito que caminhar, ainda há produção de matéria prima voltada para a exportação, mas com o investimento estatal no ensino tecnológico há uma tendência natural que a matéria prima não saíra mais das fronteiras sem estar beneficiadas. O Brasil auto-sustentável é uma realidade próxima, temos que seguir o caminho da busca da paz e da justiça social contribuindo Brasil seja cada vez mais do povo brasileiro.
Balneário Camboriú, 01 de maio de 2010